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Vigilância Ambiental em Saúde
ENTENDENDO O PROBLEMA

Os escorpiões estão no planeta há mais de 400 milhões de anos, pois sua capacidade adaptativa e evolutiva fez com que estes aracnídeos sobrevivessem a todos os grandes cataclismos. Algumas espécies dentro do gênero Tityus possuem alta capacidade de adaptação em ambientes modificados pelo homem, por isso estão presentes em áreas urbanas e se tornaram um grave problema de saúde pública. Em nossa região temos duas espécies de importância médica: Tityus bahiensis (escorpião marrom) e Tityus serrulatus (escorpião amarelo).

ESCORPIÃO MARROM Tityus bahiensis

ESCORPIÃO AMARELO Tityus serrulatus

Os escorpiões estão presentes em ambientes naturais (matas, campos, entre outros) e quando há uma intervenção do homem neste meio, através do desmatamento, preparação do solo, loteamento e urbanização, ocorre um desequilíbrio, pois já não há mais uma cadeia alimentar harmônica com presas (escorpiões) e predadores (répteis, mamíferos e aves). O escorpião amarelo se reproduz por partenogênese, ou seja, todo indivíduo adulto pode parir sem a necessidade de acasalamento. Este fenômeno facilita sua dispersão e neste ambiente modificado a sua proliferação se dá com muita rapidez. Os escorpiões amarelos estão associados aos acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças.

As edificações, rede de esgoto, construção de galerias de águas pluviais, acumulo e destino inadequado de resíduos sólidos, tudo isso afugenta os predadores e contribui para um ambiente propício à proliferação dos escorpiões. Hoje, nas áreas urbanas, nós temos um "ambiente natural" destes aracnídeos e de sua principal fonte de alimento (baratas), que são as redes de esgoto e as galerias de águas pluviais.

Quando fazemos uma intervenção errada neste meio, assim como no ambiente natural de outrora, também teremos consequências negativas, desta vez não serão os predadores quem serão afugentados, pois estes já não existem em quantidade suficiente no "ambiente natural" para controlar uma população, mas sim os próprios escorpiões. Os inseticidas aplicados equivocadamente para o controle de escorpiões neste "ambiente natural" têm efeito desalojante, ou seja, provocam a fuga dos mesmos para um local não tratado como habitações humanas, construções, onde aumentam as chances de acidentes.

Os escorpiões adentram as edificações pelos ralos e por outros condutores de esgoto e de água pluvial e, uma vez encontrado os esconderijos, acabam infestando este novo retiro. Imóveis não habitados como terrenos baldios malcuidados, cemitérios, entre outros, também podem sofrer com altas infestações destes aracnídeos e afetar o entorno. Para tornar o ambiente impróprio ao aparecimento e proliferação de escorpiões, se faz necessário um manejo ambiental como limpeza de terrenos baldios, destino adequado de resíduos sólidos, telar ralos internos e externos, manter caixas de inspeção bem vedadas e não acumular materiais inservíveis próximo as habitações.

BUSCAS NOTURNAS

A busca ativa noturna de escorpiões consiste em fazer uma vistoria minuciosa a procura destes aracnídeos com o auxílio de lanterna de luz negra (ultravioleta). Quando são iluminados pelos raios ultravioletas de uma luz negra, os escorpiões adquirem uma cor azul brilhante. Isso acontece porque os raios que atingem os escorpiões são convertidos pelas proteínas de seus exoesqueletos em luz. Pesquisadores indicam que isso pode ser um mecanismo de defesa desses aracnídeos medirem a quantidade de luar que brilha sobre eles.

 
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